sexta-feira, 4 de maio de 2012

Organograma Felino Parte I


Recentemente, cheguei de uma breve viagem a Curitiba.
Lá, ocorreu a 33ª Anclivepa, um encontro de Clínico de Pequenos Animais, do Brasil todo!
Foram dezenas de palestras com diversos temas (Neurologia, Patologia Clínica, Odontologia, Medicina Intensiva, Medicina Felina, etc...).

Dentre os 4 dias repletos de palestras, encantei-me com uma em especial, a da profª Ceres Berger, que falou sobre o Manejo do Estresse Felino. Boa parte de sua palestra foi sobre o comportamento natural felino e devo confessar que a grande maioria foi novidade para mim. :))

As palavras de ordem para os nossos queridos felinos são PREVISIBILIDADE e CONTROLE.
Os gatos são animais extremamente organizados e metódicos. Nós, seus companheiros humanos, sabemos muito bem disso, rsrsrs!

Bom, comecemos a entender a cabecinha desses nossos bigodinhos:

- Core territory/ Núcleo do território: composto, primariamente, por seus locais prediletos de descanso, sonecas e alimentação isolada. São suas zonas sagradas, especialmente porque passam mais da metade do dia ali. Visitas não são bem-vindas nessas áreas, uma vez que são sagradas para livre expressão do comportamento solitário do gato.

- Zonas de caça (elipses em vermelho): ficam perifericamente ao seu sagrado núcleo e correspondem a uma caça solitária, natural do felino. O gato tem a necessidade de expressar a CAÇA. Não que ele esteja com fome ou algo do gênero, mas é um comportamento inato do bichano! Se estão dentro de casa e não há insetos nem brinquedos para simular sua caça, o farão com seus pés, suas mãos, seu cabelo, etc, rsrsrsrs!

- Zonas de eliminação de dejetos e descarte (círculos em lilás): são áreas mais limitadas e distanciadas do seu local de comer/caçar e dormir. Essa é uma das razões pelas quais não devemos aproximar as áreas de caixinhas sanitárias e comedouros/bebedouros.

Na diária e constante manutenção de seu território, os gatos primam pela organização e previsibilidade.
Se trocamos um móvel ou trazemos um sofá novo ou cadeiras novas para o seu Núcleo, por exemplo, estragamos por completo o organograma. Nós acabamos com o seu mundo. Ele fica super chateado e não compreende o que aconteceu!
Desse modo, suscitaremos reações diversas neles: arranhões no objeto novo, borrifamento de urina, inapetência, prostração, etc.

Apesar de parecer um tanto quanto cômico, a psicologia animal vem nos mostrar o que de fato se passa na mente felina.

Em breve, postarei sobre a formação de grupos felinos e dicas de como fazer a adaptação de um novo integrante na casa. :-)

Rachel Autran.
Cat Sitter - DF

Um comentário: