quarta-feira, 6 de junho de 2012

Organograma felino Parte II

Uff!
Finalmente, tive um tempinho sobrando para escrever no Blog (greve da UnB, rsrsrs).

Bom, vamos à segunda parte do Organograma Felino.

Falamos, no início de Maio, de como o gato tem tudo planejado e previsto em sua mente e, que, se desorganizamos seu organograma, eles acabam ficando BASTANTE chateados e lá vem marcação territorial com borrifamento de urina.

Nossos queridos felinos têm uma característica comportamental intrínseca. 
Como aprendi durante a palestra em Curitiba, gatos não são antissociais, mas tem, sim, uma transitoriedade social.
Por mais cômico que possa parecer, esta é a melhor maneira de classificá-los.

Felídeos são animais territorialistas e, predominantemente, realizam suas tarefas isolados dos demais membros da sua colônia. Eles caçam sozinhos, comem sozinhos, etc...
Entretanto, eles costumam ser bastante austeros com novos indivíduos em sua colônia (digamos... "xenofóbicos", rsrsrs).
Com a chegada de um novo gatinho, o cheiro é outro, o comportamento é outro...
Se você introduz um novo indivíduo cujos interesses conflitam com os do gato mais antigo, certamente haverá desentendimentos. Esses interesses costumam ser comida, carinho e caça!!!
Isso significa que se você introduz um vira-latinha faminto e brincalhão numa casa em que há um persa que só quer saber de carinho e soneca, dificilmente haverá maiores conflitos e a adaptação se dará numa boa, como aprendemos em uma palestra da Dra. Giovana Mazzotti (DF).

Agora, se juntamos dois gatos com interesses semelhantes: comida e carinho, daí o tutor terá de ter um pouquinho mais de paciência, rsrsrs.
Imagine-se em casa, assistindo a um dos seus programas de TV favoritos e, do nada, você vira a cabeça, vê um ser humano que nunca tinha visto na vida, sentado no seu sofá, comendo seu lanche, indo ao seu banheiro... No mínimo estranho, né?
Assim, justifica-se o comportamento defensivo dos felinos mais velhos.

Brigas de gatos não são aqueles duelos, cheios de cortes e sangue. 
Quando um gato não "vai com a cara do outro", ele mantém contato visual praticamente o tempo todo, além de se manter a mais de 1 metro de distância do novato. Sim, quando um gato dorme na ponta de um sofá e o outro na outra, eles, muito provavelmente, NÃO são amigos. Apenas se aturam. O mesmo acontece quando um felino que está comendo sai quando o outro chega. A amizade está looonge!

O que fazer para amenizar o desentendimento entre os felinos e otimizar o tempo de adaptação:

- Allorubbing! É o nome dado ao hábito do gato se esfregar em seus pertences e em seus amiguinhos. Dessa forma, ele está compartilhando o cheiro da sua colônia e estimulando a liberação de feromônios felinos para marcação. Seria o equivalente ao nosso "abraço" ou "aperto de mão".

- Allogrooming! Esta é a denominação para o ato do felino lamber seus companheiros: cabeça, orelha, pescoço... Geralmente, é um ato mútuo, isto é, quando um termina, o outro põe-se a retribuir as lambidas. O objetivo dessa lambição toda nada mais é do que fixar o odor compartilhado na colônia.

Assim, tente fixar o cheirinho do seu gato mais velho no novato nos primeiros momentos. Pegue uma toalhinha ou pano, massageie seu felino e passe no novato. Isso não é mágica, não vai resolver todos os problemas, mas já ameniza a convivência.

Outras formas de apaziguação é o famoso Feliway. Disponível na forma de spray e de difusor de tomadas, é um líquido incolor rico em feromônios faciais felinos sintéticos. Proporcionará uma sensação de bem-estar aos integrantes peludos! Para nós, não tem odor algum! :-))

Pode-se lançar mão de florais de Bach também! Um veterinário ou pessoa mais expert poderá indicar a combinação ideal para a situação. Pingando com uma certa frequência na água, as essências florais, a longo prazo, ajudarão no psicológico animal.
Enfim, nada como paciência, atenção e muito carinho.



Foi assim que aconteceu com uma grande amiga minha! Sua gatinha mais velha, a Pepé, havia ganhado uma "irmãzinha" felina e não ficou nada contente!
Fazia "fssss" o tempo todo, não queria urinar e defecar na mesma caixinha, mas a Patrícia, mãe da Pepé e agora da Lalá, foi paciente e esperou a intempérie passar.

Depois de muitos sibilos e tênues tapinhas na pequena Lalá, Penélope acabou se rendendo à companheirinha e agora se deleita com o banho da novata ou... allogrooming! =D


Beijos,
Rachel Autran.
Cat Sitter - DF

2 comentários:

  1. Coisa mais linda ver as fotos das lindinhas aqui de casa no seu blog! Quanta honra! Beijinhos e obrigada por tudo!!

    ResponderExcluir
  2. os meus dois também se estranharam durante um bom tempo quando a filhote chegou... mas hoje brincam o dia todo, brigam, se lambem, dormem de conchinha. devo dizer que o felliway ajudou bastante nesse começo!

    ResponderExcluir